Família acionou a reportagem para relatar o caso; durante a apuração, Guarda Municipal foi chamada à unidade de saúde.

Uma moradora de Betim procurou a equipe de reportagem do O Betinense para denunciar uma situação que, segundo ela, ocorreu durante o atendimento de sua filha na UPA Teresópolis. A mãe da pequena Sophie relata que uma divergência na aferição da pressão arterial da criança gerou preocupação e levantou questionamentos sobre os procedimentos adotados pela unidade.
De acordo com Bárbara, ela chegou à UPA por volta das 9h30 com a filha apresentando febre alta, próxima dos 40°C. Após cerca de 40 minutos de espera, a criança passou pela triagem, onde teve a pressão arterial aferida.
Segundo a mãe, o primeiro resultado apontou pressão de 180 por 120 mmHg, um índice considerado extremamente elevado para uma criança. A situação chamou a atenção de uma médica plantonista, que decidiu repetir o procedimento.
Na segunda aferição, o resultado apresentado foi de 70 por 50 mmHg, um número completamente diferente do primeiro registro. A discrepância entre os dois exames causou apreensão na família.
Bárbara afirma que ficou preocupada com a possibilidade de alguma conduta médica ser adotada com base no primeiro resultado. Conforme relatado por ela, a chefia de enfermagem da unidade informou posteriormente que a divergência teria sido provocada por uma falha técnica no equipamento utilizado durante a triagem.
Diante da situação, a mãe entrou em contato com a reportagem para denunciar o ocorrido e pedir esclarecimentos sobre o atendimento prestado à filha.
A equipe do O Betinense esteve na UPA Teresópolis para apurar os fatos e buscar um posicionamento da direção da unidade. Durante a permanência da reportagem no local, a situação gerou movimentação interna e, segundo testemunhas, a direção da unidade acionou a Guarda Municipal.
O caso também chamou a atenção do vereador Zequinha Romão, que compareceu à unidade em busca de informações sobre o atendimento. Conforme relatos obtidos pela reportagem, ele não teve acesso às dependências internas da UPA.
Até o fechamento desta matéria, a direção da UPA Teresópolis não havia se pronunciado oficialmente sobre a denúncia feita pela mãe nem sobre o acionamento da Guarda Municipal durante a presença da equipe de reportagem.
O espaço segue aberto para manifestações da administração da unidade e da Prefeitura de Betim.






