Parlamentar foi acionado pela família de uma criança e afirma não ter conseguido obter esclarecimentos sobre possível falha em atendimento.

Uma denúncia feita por uma mãe sobre uma possível falha no atendimento prestado à filha na UPA Teresópolis acabou levantando outro questionamento: a dificuldade enfrentada por um vereador para exercer sua função fiscalizadora dentro da unidade de saúde.
Após ser procurado pela família da criança, o vereador Zequinha Romão compareceu à UPA com o objetivo de buscar esclarecimentos sobre o caso. A denúncia envolve uma divergência nos resultados da aferição da pressão arterial de uma menina atendida na unidade, situação que gerou preocupação entre os familiares.
Segundo relatos obtidos pela reportagem, ao chegar ao local o parlamentar tentou conversar com responsáveis pela unidade e obter informações sobre o ocorrido. No entanto, ele afirma que não conseguiu acesso aos esclarecimentos que buscava.
Conforme testemunhas, o vereador permaneceu na UPA por cerca de 20 minutos. Durante esse período, teria sido impedido de avançar com a fiscalização por integrantes da equipe responsável pela segurança e também por uma funcionária ligada ao setor de limpeza da unidade.
A situação chamou atenção porque a fiscalização dos serviços públicos é uma das principais atribuições dos vereadores, prevista na Constituição Federal e na legislação que rege o funcionamento do Poder Legislativo. Cabe aos parlamentares acompanhar a execução dos serviços oferecidos à população e cobrar informações quando surgem denúncias ou reclamações envolvendo órgãos públicos.
Durante a permanência na unidade, Zequinha Romão informou que buscaria contato com a Secretaria Municipal de Saúde para relatar a situação e solicitar esclarecimentos sobre o atendimento prestado à criança e sobre as circunstâncias que impediram sua atuação no local.
Sem conseguir obter respostas sobre o caso que motivou sua presença na unidade, o vereador deixou a UPA sem concluir a fiscalização que pretendia realizar.
Até o fechamento desta matéria, não havia posicionamento oficial da direção da UPA Teresópolis sobre os motivos que impediram o acesso às informações solicitadas pelo parlamentar.
O caso reacende o debate sobre transparência na gestão dos serviços públicos e sobre as condições necessárias para que agentes públicos exerçam suas funções de fiscalização em órgãos mantidos pelo município.






