Investigação quer explicação sobre gastos com consultorias; Ministério Público decretou sigilo sobre o caso

A comissão especial formada pela Câmara Municipal de Betim iniciou as investigações sobre o escândalo da Rede de Proteção à Vida e à Saúde (Revisa). Na quinta-feira (21), o grupo, liderado pelo vereador Alexandre da Paz (MDB), enviou notificações formais exigindo que a prefeitura e a diretoria da entidade apresentem documentos essenciais para o caso em um prazo de apenas 48 horas.
Os vereadores estão concentrados em determinar o destino e a localização de quase R$ 4 milhões em emendas parlamentares, que foram designadas à instituição no orçamento de 2026. A comissão exige que a Revisa apresente tudo: relatórios de atividades dos últimos anos, planos de trabalho focados na saúde da cidade e, acima de tudo, comprovantes de pagamentos realizados a uma empresa de consultoria privada.
Além disso, a prefeitura foi convocada a apresentar o relatório oficial dos fiscais, que atesta que a sede da entidade no bairro Brasileia não opera no endereço registrado. Enquanto o Legislativo intensifica a investigação com os vereadores Ivanildo Petrovale (relator), Claudinho, Dudu Braga e Ricardo Lana, o Ministério Público de Minas Gerais anunciou que a 4ª Promotoria de Justiça de Betim iniciou uma apuração própria, que está sendo conduzida sob total sigilo, conforme determinação da promotora Maria Clara Azevedo.






