Presidente da Câmara de Ipatinga foi abordado pela PRF na BR-262; veículo oficial do Legislativo transportava medicamentos sem autorização e um simulacro de arma de fogo.

O presidente da Câmara Municipal de Ipatinga, Werley Glicério Furbino de Araújo, conhecido como Ley do Trânsito (PL), foi preso na tarde desta terça-feira (7), em Betim, após uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-262. Durante a fiscalização, os policiais encontraram medicamentos de origem paraguaia introduzidos irregularmente no Brasil, entre eles canetas emagrecedoras, produtos à base de canabidiol e um simulacro de arma de fogo.
Segundo a PRF, o parlamentar estava em um veículo oficial da Câmara Municipal de Ipatinga acompanhado de familiares e do motorista da presidência do Legislativo. Durante a vistoria, os agentes localizaram o simulacro e, em seguida, encontraram uma sacola escondida sob um cobertor contendo diversos medicamentos sem autorização para entrada no país.
De acordo com a corporação, entre os produtos apreendidos estavam canetas utilizadas para emagrecimento, medicamentos à base de canabidiol e outros itens de uso terapêutico e estético provenientes do Paraguai. Conforme o registro da ocorrência, o vereador assumiu ser o proprietário de todo o material encontrado no veículo.
Após a prisão, a ocorrência foi encaminhada à Polícia Federal, em Belo Horizonte, responsável pela investigação do caso e pela adoção das medidas cabíveis.
Ley do Trânsito exerce atualmente seu terceiro mandato como presidente da Câmara Municipal de Ipatinga e também é policial civil de Minas Gerais. Além da atuação no Legislativo, ocupava cargo de vice-presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil de Minas Gerais (Sindpol-MG). Na manhã desta quarta-feira (8), entretanto, seu nome já não constava mais entre os dirigentes da entidade.
Procurada, a Câmara Municipal de Ipatinga informou que ainda reúne informações sobre o caso e que divulgará um posicionamento oficial posteriormente. Já a Polícia Civil afirmou, por meio de nota, que não compactua com desvios de conduta de seus servidores e que a Corregedoria-Geral acompanha a ocorrência para adoção das providências administrativas cabíveis.
O caso segue sob investigação da Polícia Federal, que deverá apurar a origem, a finalidade e a eventual comercialização dos medicamentos apreendidos.






