Criança de 10 anos foi levada à UPA Alterosas com dores nos braços e no dorso; mulher afirma sofrer ameaças e agressões há cerca de quatro anos

Uma mulher de 32 anos e a filha dela, de 10, denunciaram um caso de violência doméstica ocorrido na última sexta-feira (31/7), em Betim. O companheiro da mulher e padrasto da criança, um homem de 49 anos, foi preso após ser localizado pela Guarda Municipal no bairro Niterói. Segundo os relatos das vítimas, elas vinham sofrendo agressões físicas, verbais e psicológicas praticadas pelo suspeito.
A ocorrência começou quando a menina deu entrada na UPA Alterosas apresentando lesões corporais e fortes dores nos braços e nas costas. À equipe médica, a mãe relatou que o padrasto teria segurado a criança com força, pressionando-a contra a parede enquanto gritava com ela, e em seguida a agredido com as mãos.
A pediatra responsável pelo atendimento informou que a criança estava hemodinamicamente estável, mas apresentava sensibilidade intensa ao toque e dor na região do dorso e dos braços. Exames de raio-X foram realizados, e o laudo não apontou fraturas.
Durante o atendimento, a mulher revelou que aquele não teria sido um episódio isolado. Segundo ela, as agressões e ameaças por parte do companheiro acontecem há aproximadamente quatro anos, mas o medo e a dependência financeira dificultavam a denúncia. Desempregada, ela afirmou depender economicamente do agressor e temer que ele pudesse matá-la caso ela tentasse se afastar ou solicitar uma medida protetiva.
Diante da gravidade do relato, uma assistente social da UPA acionou a Guarda Municipal de Betim e o Conselho Tutelar. Após a alta médica da criança, os agentes acompanharam mãe e filha até a residência da família para buscar outro filho menor de idade, que estava sozinho no imóvel.
No local, os guardas encontraram o suspeito, que foi detido e encaminhado para o registro da ocorrência. Em depoimento, ele negou ter agredido a companheira e a enteada, embora tenha admitido que havia conflitos constantes dentro de casa. Questionado sobre o forte cheiro de álcool, afirmou ter consumido bebida alcoólica apenas após os fatos relatados pelas vítimas.
O caso foi encaminhado à Polícia Civil, que irá apurar as denúncias de violência doméstica e avaliar as medidas de proteção que poderão ser adotadas em favor da mulher e das crianças envolvidas.







