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Câmara começa a ouvir convocados em investigação sobre quase R$ 4 milhões destinados à Revisa

04/06/2026

10:37

Jorge Betinense

Procuradora da entidade será a primeira a prestar esclarecimentos à comissão criada para apurar denúncias envolvendo recursos previstos em emendas parlamentares.

Vereador Alexandre da Paz (MDB) preside a comissão especial criada para investigar denúncias envolvendo a entidade Revisa.

Na próxima semana, a comissão especial formada pela Câmara Municipal de Betim para apurar as acusações contra a entidade social Revisa dará início a uma nova fase dos trabalhos. As datas para os primeiros convocados a prestar esclarecimentos já foram estabelecidas, e os depoimentos devem auxiliar os vereadores a compreender como a instituição se tornou receptora de quase R$ 4 milhões em emendas parlamentares para o orçamento de 2026.

De acordo com o presidente da comissão, vereador Alexandre da Paz (MDB), a procuradora da entidade, Solange Aparecida Silveira, será a primeira a depor. A audiência está agendada para segunda-feira (8).

Em seguida, na terça-feira (9), a comissão ouvirá Salete Aparecida Santos, presidente da Revisa e irmã de Solange. Na quinta-feira (11), será a vez de Maria de Fátima Cardoso Rolim. Os parlamentares a identificaram como a consultora que teria sugerido a instituição para receber fundos por meio das emendas dos vereadores.

A Câmara estabeleceu a comissão no dia 18 de maio, após surgirem dúvidas sobre a alocação de quase R$ 4 milhões para a organização social. As emendas parlamentares impositivas e de bancada previam os recursos na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026.

Na terça-feira (9), a comissão dará continuidade aos depoimentos, ouvindo Salete Aparecida Santos, irmã de Solange e presidente da Revisa. Maria de Fátima Cardoso Rolim será a próxima na quinta-feira (11). Os parlamentares a apontaram como a consultora que teria proposto a criação da instituição para receber recursos por meio das emendas dos vereadores.

A comissão foi criada pela Câmara no dia 18 de maio, após questionamentos sobre a destinação de quase R$ 4 milhões à organização social. A Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 incluía recursos provenientes de emendas parlamentares impositivas e de bancada.O Ministério Público de Minas Gerais também está monitorando o caso. Contudo, os dados da apuração realizada pelo órgão permanecem confidenciais.

Com o começo das oitivas, espera-se que a comissão colete informações para elucidar a procedência das indicações, a atuação da entidade e os critérios empregados na estimativa dos fundos públicos alocados à instituição.

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