Terreno de 49 mil m², avaliado em R$ 40 milhões, abrigará seis cursos de graduação e polo de inovação tecnológica no Jardim Petrópolis

Foto: Prefeitura de Betim
Em uma votação que redefine o futuro econômico e educacional da cidade, a Câmara Municipal de Betim aprovou, em uma reunião extraordinária realizada na sexta-feira (29), o projeto de lei que permite ao Poder Executivo conceder uma área de aproximadamente 49 mil m² para a construção de um campus avançado da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O terreno, avaliado em cerca de R$ 40 milhões, está situado no bairro Jardim Petrópolis, local onde se encontrava o antigo Clube da Fiat. Após ser apreciada em caráter de urgência, a proposta agora aguarda a sanção do prefeito Heron Guimarães (União Brasil).
A concretização da transferência da principal universidade pública do Estado para Betim começou a tomar forma no dia 20 de março deste ano, durante um evento na Regap que contou com a presença do prefeito Heron Guimarães e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O local destinado à instituição foi adicionado ao patrimônio municipal por meio de uma permuta. De acordo com a justificativa apresentada pelo Executivo aos vereadores, o espaço já possui uma infraestrutura sólida, adequada para abrigar o complexo acadêmico e institucional.
Graduações de Alta Tecnologia e Regras de Ocupação
O plano de implantação da UFMG em Betim inclui a oferta inicial de seis cursos de graduação nas áreas de tecnologia, engenharia e saúde: Engenharia de Produção, Engenharia de Sistemas, Sistemas de Informação, Ciência de Dados e Inteligência Artificial, Fisioterapia e Educação Física. Além disso, a estrutura curricular incluirá uma Formação Transversal em Empreendedorismo e Inovação, tornando a instituição um centro de geração de tecnologia para a Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Conforme o texto aprovado, a UFMG poderá utilizar o espaço desde que seja unicamente para atividades institucionais de ensino, pesquisa, extensão e inovação. A universidade arcará com as despesas de manutenção, conservação e adaptações necessárias nas áreas ambiental, sanitária e urbanística. O projeto autoriza reformas em prédios antigos e construção de anexos, porém impõe uma rígida cláusula de segurança: a doação poderá ser cancelada e o terreno devolvido ao município se houver abandono, desvio de finalidade ou interrupção das atividades sem justificativa.





