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Mãe e ex-funcionária denunciam rotina de isolamento e maus-tratos contra crianças autistas em escola de Betim

22/05/2026

22:03

Jorge Betinense

Relatos graves apontam negação de comida a alunos com restrição alimentar, exclusão de passeios e isolamento em salas separadas



O discurso de inclusão escolar desmorona diante de relatos chocantes que surgiram em Betim. Mães de crianças atípicas e até profissionais que trabalhavam em sala de aula decidiram romper o silêncio para denunciar uma rotina oculta de preconceito, exclusão e marginalização de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), sobretudo as que não falam.

A reportagem entrevistou Bruna, mãe de uma criança com deficiência, que compartilhou a angústia de ver seu filho sendo completamente excluído pela escola. O caso mais significativo ocorreu durante uma viagem escolar: enquanto toda a classe participou da excursão, o menino foi o único que ficou de fora, isolado do convívio com os colegas.

O quadro de descaso é reforçado pelo testemunho de uma ex-colaboradora que atuava diretamente no suporte a estudantes autistas. Ela confirmou que a escola não oferece determinados alimentos para crianças que têm seletividade ou restrições alimentares severas. Ademais, a profissional informou que os alunos são excluídos de eventos festivos sob a justificativa de serem sensíveis ao barulho. Em momentos de crise, eles são trancados e isolados em salas distintas, longe da atenção dos demais pais. O caso gera uma discussão imediata sobre a supervisão dessas entidades, que promovem a ideia de acolhimento no momento da matrícula, mas que, na prática, excluem os alunos.



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