Denúnia aponta supostas irregularidades no funcionamento da entidade que recebeu emendas parlamentares destinadas por quatro vereadores da cidade
O caso controverso relacionado ao Instituto Revisa ganhou um novo episódio em Betim. Após denúncias sobre o envio de emendas parlamentares à entidade, foi feito um pedido ao Ministério Público para investigar e cassar quatro vereadores da cidade.
O documento menciona os vereadores Kenin do G10, Zequinha Romão, Rony Martins e Toninho da Farmácia. Todos alocaram fundos públicos para a Rede de Proteção à Vida e à Saúde (Revisa), organização que declara atuar no campo da saúde e assistência social.
O caso começou a receber atenção após denúncias indicarem possíveis irregularidades no local fornecido pela associação. Conforme os documentos anexados ao pedido encaminhado ao Ministério Público, o imóvel registrado no CNPJ da entidade não indicaria sinais de atividade.
Dentre as questões apontadas estão a falta de móveis, sujeira no local, ausência de movimentação e até mesmo a falta de consumo de energia elétrica nos últimos 12 meses. Os relatos de vizinhos também indicam que não havia atividades em andamento no local mencionado pela instituição.
Depois que o caso ganhou destaque nas redes sociais e em sites de notícias da cidade, os vereadores começaram a se pronunciar publicamente. Em vídeos publicados online, todos rejeitaram qualquer acusação de irregularidade e garantiram que as emendas destinadas ao instituto eram legais, visando auxiliar no atendimento da fila do SUS em Betim.
Os parlamentares afirmaram ainda que a Prefeitura ainda está analisando os recursos e que nenhum valor foi efetivamente pago à instituição até agora. Em relação ao caso, a Prefeitura de Betim emitiu uma nota, e o Instituto Revisa também forneceu esclarecimentos após as denúncias ganharem destaque.
Com o pedido agora protocolado no Ministério Público, o caso deve ser analisado para determinar se há elementos suficientes para iniciar uma investigação mais detalhada. A denúncia solicita investigação sobre a aplicação das emendas e possível responsabilização dos implicados, caso sejam identificadas irregularidades.
O tema causou um grande impacto político na cidade e agitou os bastidores da Câmara Municipal nos últimos dias.






