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Prefeitura vai desapropriar imóveis no Centro para obra que promete acabar com gargalo na linha férrea

05/06/2026

17:04

Jorge Betinense

Intervenção de cerca de R$ 80 milhões prevê elevar a ferrovia na região central de Betim e melhorar o fluxo de veículos; Camelódromo não será afetado.

Imagem prevê como ficará a via férrea após as obras de elevação Foto: Divulgação do projeto


Para viabilizar uma das maiores obras de mobilidade urbana planejadas para Betim nos próximos anos, será necessário desapropriar quatro propriedades particulares situadas no centro da cidade. A Prefeitura publicou o Decreto n.º 53.205 em 28 de maio, que contém a medida. Com uma área total de 1.419,94 metros quadrados, os terrenos estão localizados ao longo da linha férrea, entre as ruas Pará de Minas, Amin Fares Debian e Dr. Gravatá.

A desapropriação está incluída no projeto de elevação da ferrovia no Centro, uma intervenção que visa acabar com os conflitos entre o tráfego e a passagem dos trens, além de diminuir os riscos de acidentes e otimizar a circulação de veículos na área.
De acordo com Joab Ribeiro Costa, procurador-geral do município, a obra é considerada fundamental para a mobilidade urbana da cidade.

“É um projeto que vai aliviar o trânsito e diminuir a probabilidade de acidentes”, declarou.

O projeto inclui a elevação da linha ferroviária em um segmento de cerca de um quilômetro. A construção começará perto do pontilhão próximo à Prefeitura de Betim e se estenderá até a área do viaduto do Lapinha, possibilitando que os trens circulem sobre a via urbana.

Segundo Bárbara Cajazeiro, secretária municipal de Desenvolvimento Urbano, pequenas modificações no percurso da ferrovia serão necessárias para cumprir os requisitos técnicos e de segurança da obra.

“Vamos preservar a direção da linha atual.” No entanto, por motivos de segurança, precisaremos modificar um pouco o percurso, passando pelas quatro casas que são paralelas à rua. “São essas que iremos desapropriar”, ele explicou.

Além do aumento da ferrovia, o projeto inclui uma revitalização urbana da região situada abaixo da estrutura. O trecho passará por melhorias, incluindo a criação de ciclovias, nova sinalização para pedestres, paisagismo e intervenções focadas na mobilidade.

Ciclovia prevista na parte debaixo, de forma paralela ao alteamento da linha férrea.


A prefeitura espera começar o processo de licitação ainda em julho. Se o cronograma for respeitado, as obras devem começar no começo de 2026 e devem durar cerca de dois anos

Aproximadamente R$ 80 milhões serão investidos na intervenção no Centro, quantia oriunda dos fundos do acordo de reparação estabelecido após a tragédia de Brumadinho. Considerando também as obras planejadas para o Jardim das Alterosas e Imbiruçu, os investimentos superam R$ 300 milhões.

Além disso, a prefeitura informou que o Camelódromo não será afetado pelas obras e continuará operando normalmente durante toda a execução do projeto.

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