Medida tem caráter preventivo e permanecerá em vigor até a conclusão das análises sobre casos graves registrados após a imunização.

Na segunda-feira (9), o Ministério da Saúde anunciou a interrupção temporária da campanha de vacinação contra a dengue com a vacina criada pelo Instituto Butantan. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a decisão, que visa intensificar as investigações sobre casos de reações adversas relatadas após a administração das doses.
De acordo com o governo federal, a ação é preventiva e está em conformidade com os protocolos de segurança implementados pelo sistema de vigilância em saúde. A imunização estava sendo feita tanto em profissionais da Atenção Primária à Saúde quanto em projetos específicos implementados em diversas áreas do país.
Segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente 500 mil doses já foram administradas desde o começo da estratégia. Durante esse período, foram documentados 42 casos de reações consideradas mais graves após a vacinação.
Dos episódios analisados, três foram considerados graves. Dois deles vieram a falecer. No entanto, as autoridades de saúde enfatizam que, até agora, não há evidências de que os casos tenham sido provocados pela vacina. Ao comunicar a suspensão, o ministro Alexandre Padilha declarou que a medida foi adotada por precaução e enfatizou a relevância de uma investigação minuciosa dos registros.
O Ministério da Saúde comunicou que a suspensão continuará até que as análises realizadas pelos órgãos encarregados da vigilância epidemiológica e da segurança dos imunizantes estejam concluídas.
As autoridades enfatizam que a suspensão não indica uma conclusão sobre a eficácia ou segurança da vacina, mas sim uma ação tomada para assegurar transparência e segurança ao longo da investigação.






