
Os gastos com o sistema de Justiça no Brasil cresceram e chegaram a R$ 181,5 bilhões em 2024. Esse valor representa cerca de 1,5% de tudo o que o país produz e mais de 3% dos gastos públicos.
Segundo dados do Tesouro Nacional, a maior parte desse dinheiro foi usada para pagar salários. Só com folha de pagamento, foram mais de R$ 140 bilhões, o que mostra que o custo do sistema está muito ligado ao pagamento de servidores.
O levantamento inclui despesas de órgãos como o Supremo Tribunal Federal, tribunais, Ministério Público e Defensoria Pública.
Outro ponto que chama atenção é que os estados gastam bem mais que o governo federal. Ao todo, foram mais de R$ 126 bilhões gastos pelos estados, contra cerca de R$ 50 bilhões da União.
O relatório também aponta que parte desse dinheiro foi paga fora do orçamento previsto. Cerca de R$ 4,7 bilhões foram usados para cobrir salários por meio de ajustes feitos ao longo do ano, sem passar diretamente pelo Legislativo.
Especialistas dizem que é normal a maior parte do gasto ser com pessoal, mas alertam para o crescimento dessas despesas. Segundo eles, isso pode afetar investimentos em outras áreas importantes, como saúde e educação.
Mesmo assim, há quem defenda que a Justiça precisa ter autonomia financeira para funcionar sem interferência de outros poderes.






