
Novos documentos encaminhados à CPI do Crime Organizado no Senado levantam mais uma questão a ser investigada em relação ao Banco Master.
Informações da Receita Federal mostram que o banco transferiu aproximadamente R$ 40 milhões ao escritório de advogados associado a Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, em 2024.
De acordo com as informações, os pagamentos foram realizados ao longo do ano, conforme um contrato estabelecido entre o banco e o escritório. O acordo estabelecia repasses mensais que poderiam ultrapassar R$ 100 milhões em um período de três anos.
O caso foi revelado após a autorização da CPI para a quebra do sigilo fiscal do banco. Alessandro Vieira, relator da comissão, declarou que os dados enviados inicialmente eram incompletos e foram atualizados posteriormente.
O escritório mencionado declarou que não confirma os valores divulgados, afirmando que as informações são confidenciais. Também afirmou que prestou serviços jurídicos ao banco, realizando reuniões, emitindo pareceres e realizando análises técnicas.
O Banco Master está no centro de investigações que investigam possíveis anomalias no sistema financeiro. Após a liquidação da instituição, o contrato com o escritório foi finalizado.
A CPI deve ser concluída em breve, após o Senado decidir contra a extensão do prazo dos trabalhos.






