
Enquanto a Rua do Rosário se prepara para receber os blocos e a multidão durante o CarnaBetim 2026, Betim também abre espaço para um carnaval mais calmo, acessível e pensado no cuidado. No domingo, 8 de fevereiro, a partir das 9h, a Praça São Cristóvão será palco do 1º Carnaval da Inclusão, uma programação voltada especialmente para crianças neurodiversas e suas famílias.
A proposta integra oficialmente o CarnaBetim, mas com outro ritmo. A ideia é permitir que crianças que não se sentem confortáveis em ambientes com muita aglomeração ou estímulos sonoros intensos também possam viver o carnaval de forma leve, segura e respeitosa.
A ação é organizada pela Secretaria Municipal da Educação, por meio da Secretaria Adjunta de Inclusão, em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura. Ao longo da manhã, o público encontrará oficinas de confecção de adereços, atividades lúdicas, pintura facial, personagens recreativos, palhaços e brincadeiras pensadas para estimular a criatividade e a convivência em um ambiente tranquilo e organizado.
Um dos destaques da programação é a participação do Projeto Cãopanheiro da Inclusão, desenvolvido em parceria com o Canil da Guarda Municipal. A iniciativa promove a interação das crianças com os cães, criando momentos de afeto, vínculo e bem-estar.
Sala do Aconchego oferece suporte sensorial às crianças
Outro ponto importante do Carnaval da Inclusão é a Sala do Aconchego, que funcionará na Biblioteca Pública Leonor de Aguiar Batista, na Rua do Rosário, nº 764, no bairro Angola, também a partir das 9h. O espaço sensorial foi preparado para acolher crianças que precisem de pausas durante o evento ou que apresentem dificuldades de regulação emocional.
Com tapetes, puffs e elementos de conforto, a sala funciona como um ambiente seguro, permitindo que as crianças se reorganizem sensorialmente e retornem às atividades quando se sentirem prontas.
Durante toda a programação, profissionais capacitados estarão no local para orientar e apoiar as famílias. Para a secretária adjunta de Inclusão, Gabriela Carvalho Santos, a iniciativa nasce da escuta e da sensibilidade. “Muitas crianças não conseguem participar de eventos com grandes aglomerações. Por isso, estruturamos um carnaval integrado ao CarnaBetim, mas com outro cuidado, outro ritmo e outra lógica”, destacou.
A secretária municipal da Educação, Marilene Pimenta, reforça que a proposta amplia o acesso à cultura. “O Carnaval da Inclusão mostra que é possível celebrar respeitando as diferenças. Pensamos essa programação para garantir que crianças neurodiversas também tenham acesso ao lazer e à convivência em ambientes seguros e acolhedores”, afirmou.





