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Betim inicia soltura de mosquitos com Wolbachia para combater dengue, zika e chikungunya

01/09/2026

15:41

Jorge Betinense

Agosto lilas

Primeira etapa contempla cinco bairros; liberações dos chamados “Wolbitos” serão realizadas semanalmente durante até 20 semanas

Mosquitos com a bactéria Wolbachia começaram a ser liberados em cinco bairros de Betim para ajudar a reduzir a transmissão de dengue, zika e chikungunya. Foto: Divulgação Prefeitura de Betim



Betim iniciou nessa segunda-feira (31) uma nova estratégia de enfrentamento às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. Mosquitos que carregam a bactéria Wolbachia, conhecidos como “Wolbitos”, começaram a ser liberados em cinco bairros do município com o objetivo de reduzir a capacidade de transmissão dos vírus da dengue, zika e chikungunya.

Nesta primeira fase, a ação contempla Jardim Teresópolis, Santo Antônio, Vila Boa Esperança, Amazonas e Renascer. Segundo as informações divulgadas sobre o projeto, a escolha dessas regiões considerou critérios técnicos, entre eles o número de casos registrados e os índices de infestação do Aedes aegypti.

Os mosquitos utilizados em Betim são produzidos em uma biofábrica localizada em Belo Horizonte. Depois de liberados, eles passam a se reproduzir com os Aedes aegypti já existentes no ambiente. A Wolbachia é então transmitida para as gerações seguintes e dificulta a multiplicação dos vírus dentro do mosquito, diminuindo sua capacidade de transmiti-los.

O método é desenvolvido pelo World Mosquito Program (WMP) Brasil, por meio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a Prefeitura de Betim e o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Saúde. De acordo com o WMP Brasil, os Wolbitos não são geneticamente modificados e a estratégia é considerada segura para seres humanos, animais e o meio ambiente.

As liberações ocorrerão de forma controlada pelas ruas e avenidas que permitem a circulação dos veículos utilizados pelas equipes. Após a primeira operação, realizada nessa segunda-feira, as próximas estão previstas para ocorrer semanalmente, às quartas-feiras, a partir das 5h30. O processo deve se estender por um período entre 16 e 20 semanas em cada área contemplada.

A implantação da estratégia no município é financiada com recursos provenientes do Acordo Judicial de Brumadinho, firmado após o rompimento da barragem da Vale em 2019.

Apesar da introdução dos mosquitos com Wolbachia, as medidas já adotadas contra o Aedes aegypti devem continuar. A Secretaria Municipal de Saúde orienta os moradores a eliminar recipientes que possam acumular água, manter quintais limpos e permitir o trabalho dos Agentes de Combate às Endemias.

A vacinação contra a dengue também permanece entre as medidas de prevenção. Em Betim, a orientação é manter a imunização em dia para o público contemplado pela campanha, formado por crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.

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