Homem de 30 anos foi localizado no Vila Boa Esperança; segundo a Polícia Militar, ele apontou uma pistola para os agentes durante abordagem dentro de uma residência

Um homem de 30 anos que era procurado após um ataque contra policiais militares no Morro do Papagaio, em Belo Horizonte, morreu durante uma ação da Polícia Militar na noite de sábado (29), no bairro Vila Boa Esperança, em Betim. Segundo o relato dos militares, o suspeito estava armado dentro de uma residência e apontou uma pistola na direção da equipe depois de receber ordem para se render.
A procura pelo homem havia começado uma semana antes. Conforme a PM, no dia 22 de agosto, ele teria disparado contra militares durante uma abordagem no Morro do Papagaio. Mesmo ferido durante aquela ocorrência, conseguiu fugir. A partir de então, o setor de inteligência da corporação iniciou levantamentos para descobrir onde ele estava escondido.
As diligências levaram os policiais até uma casa na rua Guaraci Júnior, no Vila Boa Esperança. A abordagem foi realizada por militares do 22º Batalhão. No corredor do imóvel, a equipe encontrou inicialmente dois homens, apontados como tio e amigo do procurado. Ambos foram abordados e retirados do local, sem que materiais ilícitos fossem encontrados com eles.
Ao avançarem para o interior da residência, os policiais afirmam que encontraram o suspeito portando uma arma. Ainda de acordo com a versão apresentada pela PM, foram dadas ordens para que ele soltasse a pistola e se rendesse. O homem teria, então, apontado a arma para os agentes, que efetuaram disparos.
Atingido no tronco, em uma das coxas e em um dos braços, ele foi socorrido pelos próprios militares e levado ao Hospital Municipal de Contagem. O homem não resistiu aos ferimentos e morreu pouco depois de chegar à unidade.
A Polícia Militar informou ter apreendido com o suspeito uma pistola Glock calibre .40, municiada e com a numeração raspada. A arma estava equipada com um carregador alongado com capacidade para 22 cartuchos.
Conforme os registros consultados pelos militares, o homem possuía antecedentes policiais relacionados a homicídio, tráfico de drogas, roubo, tortura, porte e posse ilegal de armas, lesão corporal, agressão, violência enquadrada na Lei Maria da Penha, direção perigosa e uso de entorpecentes.
Como parte dos procedimentos após a ocorrência, as armas utilizadas pelos policiais envolvidos na ação foram recolhidas. A Corregedoria da Polícia Militar acompanhou o registro, que foi encaminhado à 1ª Delegacia de Polícia Civil de Betim e ao comando do 22º Batalhão.







