Dupla foi flagrada pela Polícia Penal operando equipamento; mochila tinha quatro celulares, maconha e acessórios usados na tentativa de entrega

Dois homens foram presos pela Polícia Penal após serem flagrados operando um drone nas proximidades do Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) de Betim. Segundo a corporação, o equipamento seria utilizado para levar aparelhos celulares e outros materiais ilícitos para dentro da unidade prisional. A ocorrência foi registrada na noite do último sábado (8/8).
O flagrante foi realizado pelo Grupamento de Patrulha Aérea (Gpaer), que identificou a movimentação dos dois suspeitos enquanto eles operavam o equipamento. Durante a abordagem, os agentes encontraram uma mochila que, de acordo com a Polícia Penal, reunia diversos materiais que seriam utilizados na tentativa de entrega.
Dentro da mochila havia quatro aparelhos celulares, um carregador completo e um cabo USB. Também foram encontrados um tablete de maconha, um fone de ouvido e quatro pacotes de papel de seda.
Além dos materiais, os policiais apreenderam quatro carretéis de linha, duas lanternas a laser e um acessório acoplado ao drone que permite a liberação de objetos durante o voo. O próprio equipamento utilizado pelos suspeitos também foi recolhido.
A utilização de drones para transportar objetos para dentro ou para as proximidades de unidades prisionais é uma das estratégias utilizadas para tentar driblar a fiscalização e fazer com que materiais proibidos cheguem aos detentos. No caso registrado em Betim, entretanto, a movimentação foi identificada pelo grupamento especializado antes que os objetos fossem entregues.
Após a abordagem, os dois homens foram encaminhados para uma delegacia da Polícia Civil. A prisão em flagrante foi ratificada por tráfico ilícito de drogas.
Segundo a Polícia Penal, depois dos procedimentos de polícia judiciária, os suspeitos seriam encaminhados ao sistema prisional, onde permaneceriam à disposição da Justiça.
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp) informou que, além das providências tomadas pela Polícia Civil, a própria unidade prisional deverá apurar administrativamente a ocorrência.
“Administrativamente, a ocorrência será apurada internamente pela direção da unidade prisional”, informou a Sejusp.
A investigação deverá esclarecer a origem dos materiais apreendidos e quem receberia os celulares, a droga e os demais objetos dentro do sistema prisional.







