Grupo interditou trecho da avenida Governador Valadares e afirma que contratação por cooperativa representa perda de direitos trabalhistas.

Na manhã desta terça-feira (14), atendentes pedagógicas que atuam nas escolas da rede municipal de Betim realizaram uma manifestação em frente à Câmara Municipal para protestar contra a mudança no modelo de contratação da categoria. O ato interditou temporariamente a avenida Governador Valadares, uma das principais vias da região Central, provocando lentidão no trânsito e chamando a atenção de motoristas e pedestres.
As profissionais questionam a substituição da empresa responsável pelos contratos após a conclusão do processo licitatório que definiu a COOPEDU como nova prestadora do serviço, em substituição ao Instituto de Desenvolvimento e Dignidade Social (IDDS).
Segundo as manifestantes, a principal preocupação está na alteração do vínculo de trabalho. Atualmente contratadas pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), elas afirmam que passarão a atuar por meio de cooperativa, modalidade que, segundo o grupo, não garante direitos trabalhistas como férias remuneradas, 13º salário, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), aviso-prévio e outros benefícios previstos na legislação.
Durante a mobilização, as atendentes carregaram cartazes cobrando a manutenção dos direitos trabalhistas e pedindo transparência sobre a transição contratual. Elas também entoaram palavras de ordem e solicitaram que o Poder Público reveja a mudança antes da efetivação dos novos contratos.
O protesto provocou a interdição temporária da avenida Governador Valadares, exigindo atenção redobrada dos motoristas que passaram pela região central durante a manhã. Agentes acompanharam a manifestação para garantir a segurança dos participantes e organizar o fluxo de veículos.
As trabalhadoras afirmam que continuarão mobilizadas enquanto não houver um posicionamento oficial que esclareça os impactos da nova forma de contratação e garanta a preservação dos direitos da categoria.
Até o momento, a Prefeitura de Betim não havia se pronunciado oficialmente sobre as reivindicações apresentadas durante a manifestação.







