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Betim receberá R$ 1,5 milhão do acordo de Brumadinho para ampliar atendimento a mulheres vítimas de violência

04/06/2026

11:57

Jorge Betinense

Recursos serão destinados ao fortalecimento do Cream, com ampliação dos atendimentos noturnos, aos fins de semana e em regiões de difícil acesso.

Mais de seis anos após o rompimento da barragem em Brumadinho, os reflexos da tragédia ainda impactam comunidades da Bacia do Rio Paraopeba. Foto: Luiz Santana/ALMG

Betim receberá cerca de R$ 1,5 milhão por meio do Acordo Judicial de Reparação, estabelecido após o colapso da barragem da Vale em Brumadinho. Os fundos serão alocados para o fortalecimento das políticas públicas de combate à violência contra a mulher e para a expansão dos serviços oferecidos pelo Centro de Referência Especializado no Atendimento à Mulher (Cream).

A oficialização do repasse aconteceu na terça-feira (3), durante um evento realizado na sede do Ministério Público de Minas Gerais, em Belo Horizonte. A ação abrange 24 cidades da Bacia do Rio Paraopeba, que compartilharão aproximadamente R$ 36 milhões destinados à criação, organização e manutenção de instalações especializadas no atendimento a vítimas de violência.

Betim é o único município entre os beneficiados que já conta com um Cream em operação. Por essa razão, os recursos serão alocados para aumentar a capacidade de atendimento da unidade, o que inclui a contratação de equipes para trabalhar durante a noite e nos finais de semana.

O projeto também inclui a oferta de atendimento itinerante. Serão disponibilizados veículos para transportar os serviços especializados às mulheres que vivem em zonas rurais ou em regiões com maior dificuldade de acesso aos serviços públicos.

Segundo Denise Guerzoni, promotora de Justiça e coordenadora do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Combate à Violência contra a Mulher, é essencial expandir a rede de proteção para diminuir os índices de violência e assegurar um acesso rápido ao acolhimento especializado.

A representante do Ministério Público enfatizou que desastres ambientais geralmente causam efeitos sociais e econômicos que afetam diretamente os grupos mais vulneráveis, incluindo as mulheres. Isso justifica a alocação de recursos para medidas de proteção e assistência social na área afetada pela tragédia.

O acordo de reparação estabelecido após o colapso da barragem prevê investimentos em várias áreas, como infraestrutura, progresso social, saúde e defesa de direitos. Em relação aos novos centros de atendimento, espera-se que os recursos ajudem a fortalecer uma rede contínua de suporte para mulheres que enfrentam violência.

De acordo com as entidades encarregadas de supervisionar o acordo, os municípios acompanharão a aplicação dos recursos, enquanto as instituições de controle realizarão a fiscalização. Isso garantirá que os investimentos sejam direcionados ao aprimoramento dos serviços oferecidos à população.

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