
A CPI do Crime Organizado no Senado está chegando na reta final, mas ainda tenta ganhar mais tempo para continuar as investigações. O prazo atual termina no dia 14 de abril, mas o relator, senador Alessandro Vieira, quer prorrogar os trabalhos por mais 60 dias.
O principal foco da comissão neste momento é o caso envolvendo o Banco Master, que está sendo investigado por suspeitas de fraude financeira. Mesmo com dificuldades, os parlamentares querem avançar nas apurações.
Nos últimos dias, a CPI enfrentou alguns obstáculos por decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Alguns depoentes conseguiram autorização para não comparecer, como o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e o empresário Daniel Vorcaro. Além disso, quebras de sigilo já aprovadas também foram suspensas.
Para tentar evitar novos problemas, a comissão voltou a votar pedidos de quebra de sigilo, desta vez de forma individual e com registro de votos. A ideia é seguir as exigências do STF e não correr o risco de ter decisões anuladas.
Mesmo assim, a CPI teve mais um revés recente. O ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, também conseguiu na Justiça o direito de não comparecer à comissão.
Apesar das dificuldades, os senadores afirmam que vão continuar tentando avançar nas investigações. A expectativa é ouvir nos próximos dias o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que já sinalizou que deve comparecer.






